sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Na Galiza, mesmo na foz do rio Minho, eleva-se o monte de Santa Trega, no cume do qual se situa o castro que, devido à sua situação, parece ter tido uma função de controlo do tráfego marítimo e fluvial. No museu, situado no interior do castro podem-se ver muitas peças arqueológicas que foram sendo descobertas no local, fruto de escavações ao longo do tempo. Intrigado, é caso para o dizer, com o nome Trega, Tecla em Castelhano, chamara-me a atenção a relativa abundância de "trisquéis" presentes no museu. Investigando o termo termo "trisquel" na Wikipédia descobri que "triskelon", é um termo grego composto de tri+skelon, significando literalmente "3 pernas". Sabendo que se trata de um símbolo frequente na civilização celta a que pertence, aparentemente o castro, conjecturei se no nome invulgar Trega não estará incluído o número "três", correspondendo o nome "Santa Tegra" mais ou menos, mutatis mutandis ao cristão, Santíssima Trindade.

Os celtas eram indo-europeus, ou seja, cultores da "ideologia das 3 funções", ideologia que ainda sobrevive, no estado de fóssil cultural na Índia, sob a forma das castas (sacerdotes (bramanes), guerreiros e produtores). O número 3 sagrado, está presente sob as mais variadas formas. Na religião, por exemplo na forma da "trimurti", a trindade central no politeísmo hindu que compreende Brahma, Xiva e Vishnu. Mas se essas 3 faces ou formas da divindade aparecem em geral separadas, também aparecem, menos frequentemente, unidas em divindades que congregam em si as 3 formas.

Apesar de não ter outras provas, a não ser as que resultam de uma análise sumária do significante "Trega", agradar-me-ia pensar que este termo poderia estar relacionado com a trindade indo-europeia.

Sem comentários:

Enviar um comentário